Suspeito é preso por aplicar golpes por meio de site de venda na internet

Polícia Civil trabalha no levantamento de outras possíveis vítimas. Investigações apontam que o homem atuava em Belo Horizonte e região metropolitana.

Depois de aproximadamente três meses de investigações de estelionato praticado contra vítimas residentes em Vespasiano, Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) identificou e representou pela prisão de Henrique Gomes Tavares, 32 anos. Segundo apurado, o suspeito utilizava-se de anúncios em um site de vendas e aplicava os golpes. Para assegurar os produtos de interesse, simulava o pagamento e deixava os anunciantes no prejuízo.

Segundo a Delegada Francielly de Queiroz Sifuentes, o interesse maior do investigado era em eletrônicos, principalmente, videogames. “Ele marcava encontro com as vítimas para ver o produto. Havendo interesse, chegava a fazer a transferência na hora, via aplicativo de banco, e mostrava para o anunciante, como garantia do pagamento. Mas, quando saía com a mercadoria, logo, cancelava a transação. Em outros casos, realizava o depósito bancário com envelopes vazios e apresentava o comprovante”, explica.

Até o momento, no Inquérito Policial em tramitação na 2ª Delegacia de Polícia Civil em Vespasiano, três vítimas denunciaram a fraude, mas a Polícia Civil busca identificar outras possíveis pessoas que tenham sido prejudicadas por Henrique. “Durante a investigação, levantamos cerca de 50 registros contra ele, desde 2007. Entre os casos, está a compra de bens com cheques furtados ou roubados. Houve uma época também em que se passava por titular de lojas em shoppings populares e negociava o aluguel dos estandes”, detalha a Delegada.

Novas vítimas

Devido a esse histórico de ocorrências, a PCMG obteve na Justiça autorização para divulgar a imagem de Henrique Gomes Tavares. “Se alguma vítima o identificar, deve procurar as delegacias das respectivas áreas para que sejam instaurados os procedimentos pertinentes. Isso auxilia a mostrar a periculosidade dele, para que permaneça preso e influencia também na pena aplicada pelo Judiciário”, esclarece Francielly Sifuentes.

De acordo com a Delegada, o suspeito foi investigado em outro inquérito policial de estelionato, em 2014, e fazia uso de tornozeleira eletrônica. Ele foi preso no último dia 17 de abril, durante uma abordagem de rotina da Polícia Militar no Centro da capital. Nos sistemas de segurança pública, constava contra ele o mandado de prisão decorrente da investigação recente. O suspeito foi ouvido e confessou os crimes. “Segundo ele, é viciado em drogas e essa era a forma mais fácil para sustentar o vício. Os produtos adquiridos eram revendidos para apurar o dinheiro”, conta.

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