Prefeito articula maior participação dos municípios para não parar os serviços de saúde

Proposta apresentada em reunião na última segunda-feira sugere rateio para ajudar no custeio do atendimento de urgência e emergência no Hospital Municipal

Na tarde da última segunda-feira (29), o prefeito de Governador Valadares, André Merlo, e o secretário municipal de Saúde (SMS), Enes Cândido, promoveram mais uma reunião com a participação de prefeitos, secretários municipais de saúde e representantes dos municípios da macrorregião para discutirem demandas urgentes da saúde enquanto os repasses não são regularizados pelo Governo do Estado de Minas Gerais.

Um dos objetivos desta segunda reunião foi informar aos representantes das cidades vizinhas sobre o resultado do encontro que aconteceu na terça-feira (23) em Belo Horizonte, entre o prefeito André Merlo, o secretário Enes Candido, a deputada estadual Celise Laviola e o presidente da Associação Comercial e Empresarial, Jackson Lemos e o governador Romeu Zema.

Na fala inicial, o prefeito de Valadares apresentou alguns detalhes sobre o que foi discutido com o governador do estado. “Nossa situação financeira é grave e a expectativa era de que após esta reunião com o governador tivéssemos pelo menos uma sinalização do governo quanto ao que deve ser feito daqui para frente. Infelizmente, nossa resposta não é positiva. Por isso, estamos aqui hoje, pois queremos ouvir propostas para juntos vencer esse momento tão complicado para os municípios. Não queremos fechar nada, não queremos sacrificar ninguém ainda mais, queremos ser parceiros”, frisou o prefeito André Merlo.

Logo em seguida, o secretário Enes Cândido apresentou números referentes ao custeio mensal dos serviços, e especificamente da urgência e emergência do Hospital Municipal (HM), em que a Prefeitura de Valadares vem arcando com um déficit mensal de cerca de R$ 3,5 milhões. Foi apresentada então uma proposta para que os 51 municípios que referenciam pacientes para Valadares dividam entre si o valor mensal de R$ 1 milhão, cabendo à Prefeitura seguir arcando com o restante, ou seja, aproximadamente R$ 2,5 milhões ao mês. Todo esse esforço tem como objetivo continuar mantendo o Hospital Municipal aberto.

Enes Cândido ainda esclareceu que, diante desta situação, as medidas antes adotadas para tentar diminuir os gastos e minimizar o impacto na prestação de serviços aos usuários vão permanecer por tempo indeterminado. “Nos assusta muito esse posicionamento porque enfrentamos um momento sem precedentes. Vamos continuar trabalhando em meio expediente na atenção secundária para não prejudicar ainda mais quem precisa de atendimento. No entanto, estamos fazendo um pedido de socorro, para que os municípios pactuados aqui em Valadares nos ajudem a manter o atendimento de urgência e emergência no Hospital Municipal”, enfatizou o secretário de Saúde de Valadares.

A proposta teve boa aceitação dos representantes presentes, que reafirmaram o posicionamento de apoio e colaboração para a manutenção do HM de Valadares. Entretanto, como cada município vive uma realidade distinta, foram propostas formas de contribuição para o rateio, que serão analisadas e discutidas em novo encontro, agendado para o dia 8 de agosto, quando acontece a definição dos parâmetros que serão adotados pelos prefeitos em curto e médio prazo.

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