Piloto valadarense cadeirante vai participar de projeto nos EUA

O Project Airtime, em Utah, tem objetivo de ensinar voos adaptados e fazer voos duplos com pessoas especiais

O piloto de parapente Maxwell Machado Vilela, que é cadeirante, foi convidado para participar de um curso de voo na Project Airtime, ONG criada pelo piloto de parapente americano Chris Santacroce para ensinar idosos e pessoas com deficiência a voar. A ONG fica em Draper (Utah), nos Estados Unidos, para onde Maxwell embarca no dia 13 de junho.

Chris Santacroce é ex-atleta da Red Bull, e sofreu uma lesão na medula espinhal em 2000, quando passou a usar  cadeira de rodas. Após se recuperar, resolveu criar o Project Airtime, organização sem fins lucrativos de parapente adaptado que tem como objetivo garantir que todos, independentemente de sua situação na vida, possam experimentar a liberdade de voar. Todos os passeios de parapente e as aulas são gratuitos. O trabalho conta com ajuda por meio de doações.

Maxwell conheceu o trabalho da ONG em 2017 por meio do também americano Patrick Johnson, que prometeu tentar encaixá-lo no projeto. “Estou ansioso desde que ele me falou e pediu que corresse atrás de passaporte e visto. Mesmo já tendo meu equipamento, vou voar com o equipamento que eles vão me dar que é diferente do meu”.

A selete (cadeirinha em que os pilotos sentam) que Maxwell usa tem duas rodas pequenas, e a usada pelo projeto tem três rodas grandes o que, na opinião do valadarense, deve dar mais conforto e facilitar na hora do pouso. Esta não é a primeira vez que Maxwell recebe ajuda de estrangeiros. “Tudo começou com os meus amigos de outros países. Meu primeiro voo foi em 2012 com o suíço Pierre. Em janeiro de 2014 o piloto espanhol Ignácio Sans trouxe a selete com rodinhas e comecei a fazer aulas de voo com o piloto americano Bill Lock e com o brasileiro Lori Francisco”.

No dia 1º de maio de 2014 o valadarense fez seu primeiro voo solo. “No voo livre a gente precisa correr para decolar e eu dependia da dedicação dos amigos para correr para mim e eu não podia errar no comando porque a decolagem era comigo. Tive que aprender muito bem porque no voo e aterrissagem estaria sozinho”, contou, feliz com a possibilidade de uma nova aventura.

Quem tiver interesse em ajudar o piloto valadarense na viagem deve entrar em contato pelo telefone: (33) 991384455.

Divulgação da Noticia – Secretaria de Comunicação e Mobilização Social – Foto Divulgação