Mulheres imigrantes clamam por socorro em centro de detenção

Esta é uma emergência”, disse uma mulher em espanhol. “Eles estão nos mantendo aqui sem máscaras, sem gel antibactericida”. Outra mulher segura um cartaz escrito “#No-antibacterial. #SOS’. Em seguida, outra com uma máscara improvisada olha para a câmera: “Nós estamos tentando salvar nossas vidas, por isso estamos fazendo máscaras com nossas roupas. Então, precisamos que isso se torne viral. Nós precisamos da sua ajuda. Por favor nos ajude”.

A mensagem em vídeo vinda de um centro de detenção para imigrantes em Conroe, no Texas, onde as pessoas testaram positivo para COVID-19, foi publicado no Twitter com uma mensagem urgente: “Os especialistas em saúde pública preveem que uma vez que uma instalação tenha mais de 5 casos, 72-100% dos detidos podem ser contaminados dentro de 90 dias”.

Os últimos anos já haviam dificultado a vida de refugiados e imigrantes nos Estados Unidos. Políticas direcionadas de administração de Trump, como a separação de famílias na fronteira sul, exacerbaram a crueldade do sistema de imigração. E para piorar, o novo coronavírus chegou, causando um grande estrago nas comunidades de imigrantes, negras e pardas. O surto piorou as desigualdades existentes, tornando a vida de muitos imigrantes, especialmente os indocumentados, ainda mais perigosa.

Empregadas em algumas das indústrias mais atingidas e excluídas da maior parte da ajuda do governo, as famílias imigrantes se esforçam para se manter alimentadas e pagar suas contas.

A crise fez com que grupos e organizações ativistas, que normalmente trabalham com essas comunidades, se esforcem para fornecer ajuda aos imigrantes.

Eles estão abrindo e abastecendo bancos de alimentos, levantando fundos para ajudar cobrir o aluguel e encontrando maneiras de conectar as pessoas aos cuidados de saúde.

A disseminação do COVID-19 em centros de detenção foi a crise mais imediata para organizações como a Detention Watch Network, que há anos luta pela desativação de prisões privadas em todo os Estados Unidos. Agora, esse chamado em vídeo se tornou um grito, um movimento, #FreeThemAll, pedindo que o Departamento de Imigração e Alfândega (ICE, sigla em inglês) libertem os imigrantes já.

“A detenção é cruel e desnecessária, mas é especialmente injustificável quando enfrentamos uma pandemia global”, escreveram Gabriella Castillo e Adriana Quiroga, organizadoras da comunidade do Centro de Refugiados e Imigrantes para Serviços Educacionais e Jurídicos (RAICES, sigla em inglês), no Texas. “Mesmo antes do COVID-19, os centros de detenção não conseguiam atender às necessidades básicas de saúde e de vida dos detidos. Agora, vimos uma incapacidade de achatar a curva por causa desses abusos sistemáticos e negligência médica. Nossa chamada para #FreeThemAll não é apenas uma resposta humanitária, mas também trata-se de um problema de saúde pública”.

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