Mais um caso de turista impedido de entrar nos EUA devido às redes sociais é descoberto

A grande maioria das pessoas não levou a sério o fato das autoridades federais de imigração dos Estados Unidos começariam a exigir acesso às redes sociais de quem tem interesse em entrar no país. Mas depois dos recentes acontecimentos, o pensamento está mudando.

Depois de barrarem, no dia 28 de agosto, o jovem Ismail Ajjawi, um estudante de 17 anos calouro em Harvad, devido a imagens que ele recebeu em um grupo do seu WhatsApp, mais um caso semelhante é descoberto.

De acordo com as informações do site TechCrunch, o imigrante desta história é Dakhil (nome fictício, usado para preservar a identidade da vítima), um paquistanês de 37 anos, que chegou aos EUA no começo de 2019 para visitar sua família. Com o visto B1/B2 – que permite realizar turismo e negócios no país – ele chegou ao aeroporto George Bush, na cidade de Houston, no Texas, e foi abordado por um oficial de imigração, que perguntou os motivos da sua viagem ao país.

Depois de responder diversas vezes as mesmas perguntas ao oficial, Dakhil foi levado a uma pequena sala, onde teve a sua bagagem vasculhada e, na sequência, o seu notebook e smartphone apreendidos. O funcionário pediu para que ele destravasse os dispositivos, saiu da sala e o fez esperar por mais de seis horas.

O paquistanês afirmou que quando o policial voltou, o interrogatório continuou. Ele afirmou que não tinha intenção de trabalhar nos EUA, até que o oficial pegou seu smartphone e mostrou uma imagem de 2009, com uma criança assassinada e mutilada, e que estava armazenada no aparelho.

Ele afirmou à Imigração que a imagem era perturbadora, mas que ela fora enviada por outras pessoas ao seu WhatsApp e que ele não poderia controlar as mensagens que são encaminhadas por terceiros. Esta foto foi amplamente distribuída na internet e era facilmente localizada, bastando pesquisar o nome do assassino da criança.

Dakhil explicou ainda que a imagem foi usada para alertar aos pais sobre sequestros de crianças em sua cidade natal, Karachi, e que ela era um daqueles virais que você envia a familiares e amigos. Além disso, seria quase impossível saber de onde ela veio, uma vez que o WhatsApp dele estava programado para baixar automaticamente fotos e vídeos enviadas ao seu telefone.

O oficial da Imigração pressionou Dakhil para obter mais informações sobre quem enviou a mensagem, mas, segundo ele, o policial estava mais interessado nos membros do grupo do WhatsApp do que na resposta em si. Ainda que Dakhil tenha afirmado que a imagem em questão poderia ser facilmente encontrada na internet, o oficial afirmou que a foto era de responsabilidade dele, uma vez que fora encontrada em seu celular.

Depois de mais de 15 horas respondendo as perguntas e aguardando, os oficiais da Imigração dos EUA resolveram que ele seria impedido de entrar no país e que seu visto seria cancelado. Além disso, eles informaram que os vistos de sua família também seriam anulados. Os policiais ainda perguntaram a Dakhil se ele queria pedir asilo, mas ele recusou.

Divulgação da Noticia – Fonte: Redação do Site Braziliantimes – Foto Reprodução Imagem Internet

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