Liquefação pode ter causado desastre em Brumadinho

Professor analisa relatório divulgado e discute antecedentes que levaram à ruptura da barragem da Vale

No programa O Ambiente É Nosso Meio desta semana, o assunto é Brumadinho. Nesta sexta-feira, 8, completam-se duas semanas que a barragem da Vale em Brumadinho rompeu e provocou a morte de mais de 150 pessoas, restando cerca de 180 desaparecidos. Esse desastre ocorreu pouco mais de três anos após Mariana e as lições daquela tragédia não foram aprendidas. Por que esse desastre aconteceu? Para falar sobre o assunto, o Jornal da USP no Ar conversa com Pedro Luiz Côrtes, professor da Escola de Comunicações e Artes, do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental do Instituto de Energia e Ambiente e do Projeto Temático Fapesp Governança Ambiental da Macrometrópole Paulista.

O rompimento da barragem foi uma tragédia anunciada, segundo Côrtes. Ele diz que, ao analisar o vídeo que mostra a ruptura da barragem, é mais provável que tenha acontecido o fenômeno da liquefação, levando ao colapso da estrutura. A liquefação ocorre quando uma substância muda suas características físicas momentaneamente, no caso, a lama. Ela passa de sólida para líquida, fenômeno causado pela força da água presente no solo. “Essa água, quando é movimentada, funciona como uma espécie de lubrificante entre os grãos” explica. Um relatório elaborado em agosto de 2018 e divulgado após o incidente indicava um fator de segurança muito baixo, o que é arriscado. O relatório admitia a possibilidade de falha por liquefação, apesar de atestar sua estabilidade.

No programa O Ambiente É Nosso Meio desta semana, o assunto é Brumadinho. Nesta sexta-feira, 8, completam-se duas semanas que a barragem da Vale em Brumadinho rompeu e provocou a morte de mais de 150 pessoas, restando cerca de 180 desaparecidos. Esse desastre ocorreu pouco mais de três anos após Mariana e as lições daquela tragédia não foram aprendidas. Por que esse desastre aconteceu? Para falar sobre o assunto, o Jornal da USP no Ar conversa com Pedro Luiz Côrtes, professor da Escola de Comunicações e Artes, do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental do Instituto de Energia e Ambiente e do Projeto Temático Fapesp Governança Ambiental da Macrometrópole Paulista.

O rompimento da barragem foi uma tragédia anunciada, segundo Côrtes. Ele diz que, ao analisar o vídeo que mostra a ruptura da barragem, é mais provável que tenha acontecido o fenômeno da liquefação, levando ao colapso da estrutura. A liquefação ocorre quando uma substância muda suas características físicas momentaneamente, no caso, a lama. Ela passa de sólida para líquida, fenômeno causado pela força da água presente no solo. “Essa água, quando é movimentada, funciona como uma espécie de lubrificante entre os grãos” explica. Um relatório elaborado em agosto de 2018 e divulgado após o incidente indicava um fator de segurança muito baixo, o que é arriscado. O relatório admitia a possibilidade de falha por liquefação, apesar de atestar sua estabilidade.

Texto – Site da USP – Redação – Foto do Acidente de Brumadinho – CBMG Divulgação