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Guatemala barra imigrantes hondurenhos que estavam a caminho dos EUA

Milhares de migrantes hondurenhos que estão na Guatemala tiveram um fim neste sábado em sua esperança de chegar aos Estados Unidos, depois que o governo local ameaçou expulsá-los por temer a propagação do novo coronavírus. Mais de dois mil integrantes do grupo teriam pedido às autoridades locais para retornarem ao seu país, segundo dados policiais enviados a jornalistas pela Presidência da Guatemala.

Os imigrantes foram transportados em caminhões do Exército. Segundo a polícia, essas pessoas foram entregues às autoridades hondurenhas na fronteira de Corinto, cerca de 315 km a nordeste da capital guatemalteca. O vice-ministro das Relações Exteriores, Eduardo Sanchez, pediu ao governo da vizinha Honduras que intensifique os esforços para conter o fluxo de migrantes que se dirigem aos Estados Unidos, considerando a caravana um risco à saúde em meio à pandemia.

Honduras não “assumiu a responsabilidade de tomar medidas preventivas para evitar o problema”, disse Sanchez em nota.

O vice-ministro das Relações Exteriores de Honduras, Nelly Jerez, disse que o governo está trabalhando para evitar que as pessoas migrem ilegalmente, incluindo esforços para melhorar a economia e a segurança.

O presidente mexicano, Andres Manuel López Obrador, que tomou medidas para conter a migração ilegal a fim de evitar confrontos com o presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu que a partida da caravana de Honduras foi programada para coincidir com as eleições nos EUA.

Embora a maioria tenha optado por retornar ao seu país, ainda existem grupos pequenos e dispersos que se recusam a abandonar seu objetivo de chegar aos Estados Unidos, relataram hondurenhos à AFP. Na última quinta-feira, cerca de 3 mil hondurenhos romperam um cerco militar na fronteira e entraram em território guatemalteco visando alcançar os EUA, fugindo da pobreza e da violência que assolam seu país.

Na Guatemala, a caravana se desfez e seus integrantes seguiram diferentes caminhos. A maior parte do grupo rumou  para Petén, no Norte, e o resto para o Sudoeste para chegar a vários pontos de cruzamento na fronteira com o México. Os dois países compartilham quase mil quilômetros de fronteira.

No entanto, a maior parte do grupo viu suas aspirações frustradas quando encontrou um posto de controle policial e militar no departamento de Petén, depois de viajar centenas de quilômetros. Os controles de segurança foram instalados em dois trechos da estrada da região depois que o presidente guatemalteco, Alejandro Giammattei, decretou estado de prevenção pela passagem da caravana.

Além disso, o México alocou militares e agentes de imigração ao longo de sua fronteira para impedir a passagem da caravana. A medida de exceção na Guatemala foi instituída por 15 dias em seis departamentos (províncias) porque os imigrantes entraram apressados sem passarem por testes para determinar se estão infectados pela Covid-19. Diante disso, Giammattei ordenou a detenção e retorno a Honduras de todos os que violaram os protocolos de saúde ao entrar ilegalmente em território guatemalteco.

As autoridades mexicanas, por sua vez, alertaram que imigrantes que conscientemente colocassem outras pessoas em risco de infecção poderiam ser presos. Trump ameaçou o México repetidamente em sua campanha eleitoral de 2015-16 e fez da repressão à emigração ilegal uma prioridade durante seu governo.

Divulgaçao da Noticia – Site BrazilianTimes.com – Fonte Redação Brazilian Times – Foto Reproduçao Imagem Internet – Mensagem Os imigrantes foram transportados em caminhões do Exército. Segundo a polícia, essas pessoas foram entregues às autoridades hondurenhas na fronteira de Corinto, cerca de 315 km a nordeste da capital guatemalteca.