França mantém 13 departamentos em estado de alerta devido às chuvas

Entre elas está a região de Paris, onde o rio Sena subiu a seis metros.
François Hollande irá declarar estado de catástrofe natural regiões afetadas.

As fortes chuvas que atingem a França desde o início da semana fizeram com que o governo mantivesse em alerta 13 departamentos do país nesta sexta-feira (3), especialmente a região de Paris, onde o rio Sena pode chegar a seis metros.

Região de Paris é uma das afetadas pelas inundações (Foto: Pascal Rossignol/Reuters)                 Região de Paris é uma das afetadas pelas inundações (Foto: Pascal Rossignol/Reuters)

Desses 13 departamentos, segundo o serviço de meteorologia do país, 12 estão em alerta laranja, que indica que a população deve aumentar suas preocupações em relação às atividades usuais. O único em alerta vermelho, último nível da escala, é o de Seine-et-Marne.

Um homem de 74 anos morreu na quinta-feira em Seine-et-Marne, e a ministra da Ecologia da França, Sègolène Royal, não descartou nesta sexta a possibilidade de encontrar mais vítimas quando o nível da água voltar ao normal na região.

“Todo o trabalho de reconstrução vai ser lento. Vai levar várias semanas”, disse Royal à emissora “France 2”, em entrevista na qual expressou o desejo de acelerar o processo de indenizações.

O presidente do país, François Hollande, anunciou que irá declarar na próxima quarta-feira estado de catástrofe natural para as regiões mais afetadas pelas chuvas.

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As fortes precipitações prejudicaram especialmente o sistema de transportes de Paris, que foi obrigado a fechar algumas linhas. Os museus do Louvre e de Orsay também foram fechados e tiveram que iniciar plano para evitar que suas obras fossem inundadas.

O rio Sena atingiu na manhã desta sexta-feira 5,58 metros, um número considerado alto. Na grande inundação de 1910, uma das piores da história da França, ele chegou a marca de 8,62 metros.

Museus de Paris transferem obras de arte para evitar danos por inundações

Objetivo é evitar possíveis danos por inundação do rio Sena.
Inundações obrigaram milhares de pessoas a deixar suas casas.

Os museus do Louvre e de Orsay, em Paris, mudaram de lugar obras de arte armazenadas em depósitos subterrâneos nesta sexta-feira (3) para evitar possíveis danos por inundação do rio Sena, disse o vice-prefeito da capital francesa, após dias de chuvas torrenciais que mataram duas pessoas.

Museus do Louvre e de Orsay, em Paris, mudaram de lugar obras de arte armazenadas em depósitos subterrâneos (Foto: John Schults/Reuters)
Museus do Louvre e de Orsay, em Paris, mudaram de lugar obras de arte armazenadas em depósitos subterrâneos (Foto: John Schults/Reuters)

As inundações obrigaram milhares de pessoas a deixar suas casas, e dezenas de escolas fecharam no sul parisiense. Mais cedo nesta semana, o Exército também foi acionado para resgatar motoristas isolados em uma grande rodovia.

“Para os museus, mesmo que, felizmente, não tenha ocorrido nenhuma inundação nos depósitos até hoje, existe um processo automático (quando as águas sobem) acima de 5,50 metros para retirar as peças dos depósitos mais baixos para outros mais altos”, disse Bruno Julliard à rádio France Inter.

O Louvre e o Musée d’Orsay abrigam coleções de arte de renome internacional.

Até o início desta sexta-feira Julliard disse que as obras nos museus, que têm vista para o Sena, não estavam ameaçadas. Algumas ruas localizadas em terrenos baixos ao longo do rio estão debaixo de água, e uma linha subterrânea do metrô foi fechada.

As autoridades preveem que o Sena pode chegar a 6 metros no centro de Paris nesta sexta-feira, enfatizando que essa marca ainda está bem abaixo do nível de ameaça a residências e pontos comerciais.

O rio atingiu a altura recorde de 8,6 metros em 1910, quando milhares de parisienses tiveram que fugir das áreas mais baixas da cidade.

A ministra do Meio Ambiente, Ségolène Royal, disse à TV France 2 nesta sexta-feira que as águas das enchentes podem demorar várias semanas para retroceder.

“O que será ainda mais doloroso para as famílias que perderam seus lares, para os donos de empresas que perderam seus negócios, para os funcionários que ficarão impossibilitados de ir trabalhar é que o recuo da água será muito lento”, afirmou.

O recuo das águas pode revelar novas vítimas, acrescentou a ministra.

Em Evry-Gregy-sur-Yerre, ao sul de Paris, um homem montado a cavalo se afogou na quinta-feira, tornando-se a segunda fatalidade resultante das inundações. O jornal Le Parisien relatou que o homem de 74 anos tentava atravessar um campo alagado.

Objetivo é evitar possíveis danos por inundação do rio Sena (Foto: John Schults/Reuters)
Objetivo é evitar possíveis danos por inundação do rio Sena (Foto: John Schults/Reuters)
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