Críticos afirmam que Trump restringe imigração em meio à pandemia como desculpa para promover sua agenda “racista e anti-imigrante”

Enquanto o país continua a lidar com uma pandemia e um movimento crescente, por justiça racial e reforma da polícia, a administração do presidente Donald Trump vem implementando novas políticas de imigração que bloqueiam muitos caminhos legais para entrar nos Estados Unidos.

Desde março, quase 20 mudanças políticas afetaram turistas, refugiados, requerentes de asilo, trabalhadores estrangeiros e estudantes internacionais. O governo diz que estas medidas visam manter a saúde pública, restringindo significativamente as passagens de fronteira, além de preservar empregos para trabalhadores norte-americanos durante a crise econômica, suspendendo vistos para trabalhadores internacionais.

“Quando você enfrenta uma pandemia e sobrepõe isso a uma crise na fronteira, vê que não temos instalações que possam colocar em quarentena dezenas, centenas, milhares de pessoas, isso aumenta a crise e somos obrigados a procurar maneiras de barrar a entrada de mais pessoas”, disse Ken Cuccinelli, Vice-secretário Interino do Departamento de Segurança Interna (DHS, sigla em inglês).

Mas a série de novas ações do governo Trump criou obstáculos para muitos não cidadãos e promoveu uma confusão para aqueles que não sabem se serão afetados, de acordo com Jennifer Minear, presidente da Associação Americana de Advogados de Imigração.

“Há muita coisa que ainda não ficou clara”, disse ela. “Não acho que o governo realmente tenha uma noção das ramificações completas das ações que está tomando. Mas eles fazem de qualquer maneira, e por isso tivemos uma grande bagunça como resultado”, continuou.

Várias restrições imigratórias permanecerão em vigor até o final do ano ou até que as autoridades de saúde determinem que a ameaça à saúde pública do vírus diminuiu.

O governo também fez mudanças que retardam os processos de pedido de asilo. Os EUA implementaram amplas restrições que impedem os requerentes, refugiados e alguns viajantes de entrarem no país.

Em 21 de janeiro, o país confirmou seu primeiro caso de COVID-19 em uma pessoa que havia viajado recentemente para Wuhan, na China. Dez dias depois, os EUA começaram a implementar uma série de restrições aos viajantes provenientes de países com alto índice do surto.

Divulgaçao da Noticia – Site BrazilianTimes.com – Fonte Redação Brazilian Times –  Mensagem Ken Cuccinelli, Vice-secretário Interino do DHS disse que medidas eram necessárias  – Foto Reproduçao Imagem Internet