Cristo Redentor recebeu iluminação especial para alertar sobre diabetes

Rio de Janeiro - A cidade do Rio de Janeiro recebe hoje o título de paisagem cultural urbana declarada Patrimônio Mundial, conferido de forma inédita pela Unesco (Tomaz Silva/Agência Brasil)

O Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, um dos mais importantes monumentos do Brasil,  recebeu quarta-feira (27), uma iluminação especial na cor azul, em uma ação de conscientização sobre o diabetes que, apesar de ser uma doença crônica, pode ser prevenido. A cor representa o movimento mundial para alertar sobre a importância da prevenção e do tratamento adequado da doença e foi definida pelas Organização das Nações Unidas (ONU).

O Rio de Janeiro foi a cidade escolhida para a ação este ano, que tem a coordenação conjunta da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), tanto em nível nacional como no regional, e da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo (SBEM).

A campanha deste ano segue o tema Família e Diabetes, mote do movimento mundial organizado pela International Diabetes Federation (IDF). A intenção é chamar atenção para o papel do núcleo familiar na prevenção e no controle da doença.

De acordo com a SBD, o diabetes surge com a falta de capacidade do corpo em produzir insulina ou não conseguir empregar adequadamente a que produz. A insulina é um hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue. O corpo precisa desse hormônio para utilizar a glicose, resultante dos alimentos, como fonte de energia.

Com a doença, o nível de glicose no sangue fica alto, a chamada hiperglicemia, o que pode causar danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos, caso esse quadro permaneça por longos períodos.

Fatores de risco

De acordo com a SBD, já é comprovada uma influência genética para se ter a doença. “Ter um parente próximo com a doença aumenta consideravelmente as chances de você ter também. Mas ainda não há pesquisas conclusivas sobre os fatores de risco para o Diabetes Tipo 1”, diz a SBD.

Tipo 2

As pessoas que apresentam fatores de risco para o desenvolvimento de Diabetes Tipo 2 (caracteriza-se pela produção insuficiente de insulina, pelo pâncreas, ou pela incapacidade do organismo de utilizar a insulina produzida de forma eficiente) devem fazer consultas médicas periódicas e exames com frequência. Nesse caso, a recomendação é ficar atento ao diagnóstico de pré-diabetes, que é a diminuição da tolerância à glicose ou glicose de jejum alterada; se tem pressão alta; taxa alta de colesterol ou alterações na taxa de triglicérides no sangue; se está acima do peso, principalmente, se a gordura estiver concentrada em volta da cintura; se tem pai ou irmão com diabetes; tem alguma outra condição de saúde que pode estar associada ao diabetes, como a doença renal crônica.

Nas mulheres há recomendação ainda para casos de ter filhos com peso superior a 4 quilos ou se teve diabetes gestacional. Outro fator para ser avaliado é se tem síndrome de ovários policísticos; se teve diagnóstico de alguns distúrbios psiquiátricos, como esquizofrenia, depressão, transtorno bipolar; se tem apneia do sono; ou se recebeu prescrição de medicamentos da classe dos glicocorticoides.

Divulgação da Noticia – Site AgenciaBrasil.EBC.com.br – Edição: Fernando Fraga – Cristina Indio do Brasil – Repórter da Agência Brasil  Rio de Janeiro – Foto Reprodução Imagem Internet Agência Brasil/ Tomaz Silva