Carta do Papa aos sacerdotes: padres refletem as palavras de Francisco

No jornal vaticano “L’Osservatore Romano”, as entrevistas e as contribuições de sacerdotes que refletem sobre a Carta endereçada a eles pelo Papa Francisco, no último dia 4 de agosto. A reflexão parte de realidades paroquias que preservam a fé na Itália, Índia, Guatemala e Vietnã.

A Itália das periferias, o Orissa na Índia, o teatro de perseguições anticristãs, mas também a Guatemala e o Vietnã, países pobres que preservam uma fé viva e forte. Dessas realidades foram colhidas as reações de vários sacerdotes sobre a Carta do Papa Francisco dirigida a eles por ocasião  dos 160 anos da morte do santo Cura d’Ars, no último dia 4 de agosto. Os testemunhos – inclusive na sua versão integral – estão disponíveis no jornal vaticano “L’Osservatore Romano”, onde também se encontra a gratidão do Papa pelo pensamento a ele, além das interrogações feitas pelos pontos propostos no texto, revitalizando assim o próprio ‘sim’ ao Senhor.

Pe. Tiziano Cantisani: a dor que se abre à força do Espírito

Na entrevista do diretor Andrea Monda ao pároco de Maratea, na província de Potenza, na Itália, o jovem sacerdote de 35 anos, Pe. Tiziano Cantisani, sublinha como o Papa foi “paterno” na Carta dirigida aos padres. “Não é um texto que provém do alto, de advertência, mas foi escrito por uma pessoa que compartilhou e ainda compartilha a mesma condição que vivem os destinatários da Carta, nós, presbíteros”, afirma Pe. Tiziano.

O coração do texto, para o sacerdote italiano, é a dor que “não deve se fechar na desolação, mas se abrir à força do Espírito Santo”; “ocasião que pode se tornar ponto de encontro com a graça do Senhor” e, ao mesmo tempo, “experiência basilar” que leva longe a frustração e o desencanto. Gratidão, coragem e louvor são os outros pontos enfatizados por Pe. Tiziano que evidencia como a oração seja o elo forte com Jesus, e recorda “a inversão” que o Papa convida a fazer: o confiar no povo de Deus que intuiu e que poderia fazer crescer uma nova mentalidade, “um novo modo de se sentir Igreja”.