Campanha para construir muro na fronteira busca aprovação de projeto no Texas

O grupo privado que deseja construir seu próprio muro na fronteira sul, ao lado do Rio Grande, no Texas, não começará a construção até que o governo dos Estados Unidos ateste que o projeto não vá causar danos ou piorar as inundações na região. Esta afirmação foi feita pelo cofundador do grupo We Build the Wall, na semana passada.

O We Build the Wall foi fundado por apoiadores do presidente Donald Trump e conseguiu arrecadar US$25 milhões e anunciou nas redes sociais que estava iniciando a construção do muro que teria uma extensão de 5,6 quilômetros, em terras privadas ao longo do Rio Grande, separando os EUA do México.

O muro ficaria a 7,6 metros do Rio Grande, perto o suficiente para levantar temores de que isso poderia piorar as inundações e a erosão, danificando terras e casas de ambos os lados.

A Comissão Internacional de Fronteiras e Água (IBWC, sigla em inglês), que supervisiona o rio sob tratados assinados com o México, pediu ao grupo, na sexta-feira (22), que interrompa a construção até que envie mais informações sobre o projeto para que ele possa ser analisado.
“Não construiremos essa estrutura até que tenhamos a aprovação adequada do IBWC porque não queremos violar o tratado internacional”, disse Brian Kolfage, que fundou o We Build the Wall no ano passado.

Kolfage disse que os empreiteiros continuarão a limpar o local e a se preparar para a construção. Eventualmente, o grupo deseja instalar postes de 5,5 metros em frente a uma estrada pavimentada. “Haverá espaço suficiente entre eles para que a vida selvagem possa passar”, afirmou. “Para ficar claro, o que estamos construindo é uma cerca, não uma parede”, acrescentou.

Ele destacou que a posição do grupo é que não precisava de aprovação local para construir uma cerca em uma propriedade privada. A Fisher Industries, a empresa de construção que trabalha com o grupo, enviou recentemente ao IBWC uma carta de uma página e uma série de diagramas desenhados por computador, que a comissão divulgou no dia 19.

Os documentos afirmam que a limpeza em frente à cerca “reduzirá a elevação das cheias, pois haverá menos vegetação obstrutiva nas margens”. Scott Nicol, membro do Sierra Club e morador de longa na região do Vale do Rio Grande, criticou o que a empresa enviou. “O fato de você ter traçado uma linha azul ondulada e ter dito: ‘Isso prova que o muro não desviará a água’ não faz sentido”, disse ele sobre os diagramas desenhados.

Nicol, um opositor a construção de muros na fronteira, coletou anos de documentos de agências do governo dos EUA sobre barreiras nas fronteiras e disse que os diagramas apresentados por Fisher eram muito menos detalhados. Ele previu que a comissão negaria a aprovação do projeto. “Quando você está tão perto de uma margem de rio, lago ou outros, o solo ficará encharcado pela água”, disse. “Os muros não terão uma base muito forte e sólida quando for atingida por uma enchente”, acrescentou.

Veterano da Guerra do Iraque, Kolfage começou a arrecadar dinheiro em dezembro, quando Trump exigiu que os democratas do congresso concedessem US$ 5,7 bilhões em financiamento para construir o muro na fronteira, levando a um impasse que acabou provocando a maior paralisação do governo na história.

Os conselheiros do grupo incluem o ex-estrategista-chefe de Trump, Steve Bannon, e o ex-secretário de Estado do Kansas, Kris Kobach, aliado de Trump e defensor de longa data de leis mais rigorosas contra a imigração.

Até agora, o grupo construiu menos de 1,6 km de barreira perto de El Paso, Texas. A barreira do sul do Texas é o segundo projeto do grupo.

Divulgação da Noticia = Site BrazilainTimes.com – Fonte: Redação Brazilian Times – Mensagem Muro foi construído em propriedade particular – Foto Reprodução Imagem Internet

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