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Brasileiro que clonou cartões em MA pode pegar mais de 15 anos de prisão

Alexandre usou dispositivos em bancos de Saugus, Stoneham, Medford e Everett.

Um brasileiro de 43 anos de idade foi considerado culpado da acusação de usar dispositivo para roubar dinheiro em um caixa ATM em Saugus e outras cidades de Massachusetts. A decisão aconteceu durante uma audiência em um Tribunal Federal.

De acordo com as informações, Alexandre Kawamura se declarou culpado de duas acusações de uso de dispositivos que clonavam cartões de débito e crédito, quatro equipamentos de fabricação de dispositivos para a clonagem e uso de câmeras “pinhole” e duas acusações de roubo de identidade agravado.

O juiz distrital Leo T. Sorokin agendou a divulgação da sentença para o dia 17 de abril.

O brasileiro entrou legalmente nos Estados Unidos, com um Visto de Turista, mas estará sujeito a deportação depois de completar sua sentença, de acordo com um comunicado do gabinete do Procurador-geral, Andrew E. Lelling.

O acusado colocou dispositivos de clonagem escondidos e câmeras pinhole nos caixas eletrônicos do Eastern Bank em Saugus, Stoneham, Medford e Everett, todos os dias entre 25 de fevereiro e o dia em que foi preso, 16 de março de 2018. O equipamento permitia que o brasileiro conseguisse clonar os dados dos cartões de débito e crédito inseridos pelas vítimas e as câmeras mostrava a senha que elas digitavam.

Alguns dias antes de sua prisão, em 8 de março, o brasileiro usou um cartão de débito falsificado com uma tarja magnética que continha o número da conta bancária roubada de uma mulher, da cidade de Milton, para retirar US $ 500 da conta dela. Oito dias depois, de acordo com o Procurador, “o suspeito usou um cartão de crédito falsificado para comprar roupas em uma loja de artigos esportivos em Medford”.

Ele foi preso, mais tarde, naquele dia, depois que um cliente do banco telefonou para a polícia para informar que encontrou um dispositivo de clonagem em um caixa eletrônico em uma agência da Eastern Bank em Stoneham. A polícia descobriu que a câmera pinhole ainda estava presa ao caixa eletrônico, montou vigilância e esperou o retorno do suspeito.

Alexandre chegou ao caixa eletrônico em um carro alugado, pouco antes das 11:00 pm. Ele procurou o dispositivo e depois partiu, de acordo com a declaração.

A polícia de Stoneham seguiu e parou o carro e descobriu que o motorista tinha um passaporte brasileiro emitido sob seu nome real e alugou o carro com um pseudônimo.

Alexandre estava de posse do cartão do crédito falsificado que acabara de usar para comprar roupas na loja de artigos esportivos.

De acordo com as leis do estado, usar dispositivo para ter acesso a dados de cartões pode ser de mais de 10 anos de prisão, três anos de liberação supervisionada e uma multa de até US $ 250.000. A acusação de posse de equipamentos para fabricação de dispositivos prevê uma sentença de não mais de 15 anos de prisão, três anos de liberdade supervisionada e uma multa de 250 mil dólares. No caso de roubo de identidade agravado a sentença obrigatória é de dois anos de prisão, até um ano de liberação supervisionada e uma multa de até US $ 250.000.

As sentenças são impostas por um juiz do tribunal distrital federal com base nas Diretrizes de Condenação dos EUA e outros fatores estatutários.

Fonte: Redação Brazilianties.com – Reprodução na Integra