Brasileirinho de 3 anos é encontrado sozinho na fronteira

Há poucos dias, em uma igreja de tijolos, reformada, no Vale do Rio Grande, sul do Texas, um cuidador tentou acalmar um bebê de três anos, oferecendo-lhe um copo com canudinho. O homem não sabia quase nada sobre o bebê que pronunciava poucas palavras, dando a entender que era do Brasil. A equipe do abrigo tentou desesperadamente encontrar sua família, ligando para o consulado brasileiro e pesquisando no Facebook.

Nas proximidades, crianças em carrinhos de bebê circulavam pelo prédio, empurradas por trabalhadores que usavam camisas azuis brilhantes com a inscrição “CHS”, abreviação de Comprehensive Health Services Inc., empresa privada, com fins lucrativos, paga pelo governo dos Estados Unidos para cuidar de algumas crianças imigrantes.

O acolhimento de crianças imigrantes tornou-se um negócio crescente e lucrativo para empresas da Flórida, pois o número de menores sob custódia do governo aumentou para níveis recordes nos últimos dois anos. Mais de 50 bebês, crianças e adolescentes estavam na mesma instalação onde estava o bebê brasileiro.

O abrigo estava limpo, bem iluminado, protegido por cercas de arame.

As crianças, muitas usando calça preta combinado com moletom cinza, estão oficialmente sob a custódia do governo federal. Mas uma investigação conjunta da Associated Press e da FRONTLINE descobriu que o governo Trump começou a transferir parte do cuidado delas para o setor privado e os empresários, em vez de passar para organizações sem fins lucrativos e programas religiosos, que sempre cuidam das crianças.

Até agora, a única empresa privada que cuida de crianças migrantes é a CHS, de propriedade da empresa Caliburn International Corp., com sede em Washington, DC.

Em junho, a CHS detinha mais de 20% de todas as crianças imigrantes que estavam sob custódia do governo. E mesmo com o número de filhos diminuindo, o financiamento do governo para a empresa continua a fluir.

Questionado durante uma visita à Casa Branca na quinta-feira sobre a investigação da AP e da FRONTLINE, o secretário de saúde do presidente Donald Trump, Alex Azar, recuou e disse que as descobertas eram “enganosas”.

A CHS não informou se encontrou os familiares do brasileirinho e nem como ele chegou ao abrigo. Mas de acordo com informações coletadas por funcionários, o menino teria sido encontrado perdido na fronteira, sem acompanhante.

O Brazilian Times tentou falar com o Consulado do Brasil em Houston, no Texas, mas não obteve retorno.

Divulgação da Noticia – Site BrasilianTimes.com – Fonte: Redação – Brazilian Times – Foto Reprodução Imagem Internet – Mensagem Ficou cada vez mais comum crianças imigrantes atravessarem a fronteira.

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