Brasileira, Segunda-dama da Pensilvânia, defende jovens imigrantes indocumentados

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“Os imigrantes amam este país de maneira que as pessoas que têm a sorte de nascer aqui nunca podem realmente entender”. Esta foi a frase usada por Gisele Fetterman, a Segunda-dama da Pensilvânia, quando ela se referiu aos jovens imigrantes que chegaram aos Estados Unidos quando ainda eram crianças e são chamados de “Dreamers”.

Ela destacou que os EUA representam uma esperança para um futuro melhor para as famílias imigrantes. “Estamos profundamente agradecidos por esta oportunidade”, disse.

Gisele tinha sete anos de idade quando sua mãe a trouxe para morar neste país. “Ela desistiu de um bom trabalho no Brasil para limpar casas nos Estados Unidos. Tudo isso para que eu e meu irmão tivéssemos uma chance de uma vida melhor”, acrescentou. “Nós éramos indocumentados quando chegamos e apesar de todos termos nos tornado cidadãos, jamais esqueceremos o medo constante do nosso status ilegal”, segue.

Gisele explica que atualmente existem milhões de pessoas vivendo ilegalmente nos EUA e que foram trazidas para este país, pelos seus pais, quando eram crianças em circunstâncias semelhantes. “Muitos deles foram trazidos para cá muito jovens e esse é o único lar que eles conhecem”, afirma.

Em 2012, o governo Obama permitiu que esses jovens saíssem das sombras, assinando uma Ordem Executiva chamada Deferred Action for Childhood Arrivals, ou DACA. Desta forma, o então presidente deu a eles uma esperança para continuar a perseguir seus sonhos e estudos.

Agora, o presidente Donald Trump quer acabar com a DACA e para isso levou o caso ao Supremo Tribunal.

Gisele explica que se essa administração permitir que o tribunal cancele esse programa vital, as famílias serão divididas. “Milhões de pessoas brilhantes, jovens e trabalhadores que não querem nada mais do que contribuir para o país que amam, verão suas vidas e sonhos destruídos ao serem enviados para lugares que talvez nem se lembrem mais”, fala.

Assim como ela, outras pessoas destacam que os imigrantes têm sido fundamentais na construção deste país ao longo da história e desempenharão um papel fundamental na construção do futuro da América.

Gisele vive atualmente na cidade de Braddock, uma pequena cidade nos arredores de Pittsburgh, construída por imigrantes que chegaram a este país para trabalhar em uma fábrica de aço. Na época, era a “terra prometida” para os imigrantes que se arriscaram no novo mundo em busca de construir vidas melhores para si e suas famílias.

A usina ainda funciona, embora não na mesma escala de antigamente. “Eu moro do outro lado da rua e, quando olho pela janela, vejo os trabalhadores indo e vindo, sinto uma profunda conexão com os imigrantes que estavam aqui antes de mim”, fala Gisele. “Assim como minha família, eles deixaram tudo pra trás e apostaram na América”, continua.

A Segunda-Dama destaca ainda que os imigrantes fizeram suas vidas neste país, se tornaram americanos orgulhosos, fizeram o aço que construiu a ponte do Brooklyn e fizeram parte da história.

Ao defender os imigrantes, ela acrescenta que os “Dreamers” mantêm essa tradição de trabalhar duro e tornar este país melhor. “Eles servem nas forças armadas e trabalham em hospitais, hospícios, como prestadores de cuidados, garantindo que nossos idosos recebam os cuidados que merecem”, fala.

Ela afirma que o país deve honrar a memória daqueles que vieram antes desta geração e garantir que a próxima geração compartilhe as incríveis oportunidades que a América tem para oferecer e tenha a chance de ajudar a construir o futuro desta nação.

Finalizando sua defesa, ela destaca que “seu coração está com os Dreamers”, porque ela já esteve no lugar deles. “Sei o quanto eles amam este país, como estão felizes por estarem aqui e quão desesperadamente querem se tornar americanos também”, afirma.

Gisele fala que os EUA devem dar oportunidade para que os jovens imigrantes possam seguir suas vidas normais e em busca de seus sonhos. “Nós, como americanos, devemos isso não apenas a eles, mas aos nossos ancestrais imigrantes”, acrescenta.

Existem aproximadamente 24 mil Dreamers na Pensilvânia, e ela promete que “eles vão deixar todos orgulhosos algum dia”.

Divulgação da Noticia – Site BrazilianTimes.com  – Fonte Redação BrazilianTimes – Foto Reprodução Imagem Internet

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