Presidente do TJMG, Gilson Lemes, defende autonomia do Judiciário

Na tarde desta quarta (1º de julho), o desembargador Gilson Lemes concedeu entrevista coletiva a jornalistas, antes da solenidade de posse como chefe do Judiciário estadual mineiro. Foi a primeira vez que ele se dirigiu à imprensa na condição de presidente. O magistrado falou de planos no cargo, do desafio de enfrentar e atravessar com sucesso a pandemia e da experiência administrativa que espera colocar a serviço da instituição e da sociedade.

Citando a importância da democracia e da cooperação entre os representantes de cada instituição para defender o diálogo e a defesa dos interesses da população, o presidente eleito frisou a atenção que a primeira instância receberá e o problema da judicialização da saúde, decorrente da falta de políticas públicas eficazes. “O Judiciário é a última trincheira de quem vê um ente querido necessitar de assistência”, disse.

Entre as prioridades da administração, Gilson Lemes destaca a informatização, que oferece ferramentas inovadoras para permitir o aumento da produtividade do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o impulso às inaugurações e reformas de fóruns, em continuidade ao plano de aceleração de obras da gestão anterior, a segurança dos magistrados no Estado, o aperfeiçoamento da qualidade do serviço entregue aos que procuram a justiça, programas de responsabilidade social, o estreitamento das relações institucionais com os outros poderes da República, a defesa da autonomia e da independência do Judiciário.

“O avanço na área tecnológica dá aos magistrados e servidores condições para responder de forma mais rápida e segura ao jurisdicionado. Com a pandemia, atos presenciais – júris, audiências e sessões de julgamento e mesmo o contato do advogado com os julgadores – ficam dificultados, então queremos implementar desde o início ações que nos ajudem nisso. Podemos notar que o processo judicial eletrônico, na área cível, foi importante na resposta à crise sanitária”, afirmou.

Segundo o dirigente, a pandemia impactou o funcionamento dos órgãos públicos, não só no atendimento, mas na área econômica, com o desemprego, o prejuízo dos empreendimentos, a queda na arrecadação. “Esperamos que essa fase passe logo, que as pessoas possam se recuperar, porque é um momento muito triste da nossa história, e que, em nossa administração, possamos contribuir para a superação”, disse.

Sobre o retorno aos trabalhos, o presidente Gilson Lemes enfatiza que ele deverá ser feito com foco na saúde de todos os que labutam nos fóruns e no Tribunal e as partes, sem expor a população a riscos, e com tranquilidade.

Em relação à realização da posse durante a crise sanitária, o presidente do TJMG esclareceu que, desde a suspensão, em 18 de março, a alta administração e a equipe de gestores e diretores da Casa têm trabalhado presencialmente, com reuniões semanais, para resolver problemas diversos, sobretudo no interior.

Outros encontros, como a eleição e a posse, por serem atos solenes e exigirem a participação dos desembargadores também ocorreram e não foram questionados. “Não é um ato festivo, é uma sessão de trabalho. Todos os cuidados sanitários estão sendo assegurados, daí a realização em um espaço maior, para 2 mil pessoas, o uso de máscara, álcool em gel e termômetros, e a preservação do distanciamento mínimo entre as pessoas”, concluiu.

Divulgaçao da Noticia – Fonte Assessoria de Comunicação Institucional – Ascom
Tribunal de Justiça de Minas Gerais – TJMG – Foto Reproduçao Imagem Internet – Cecilia Perderzoli -TJMG